O nascimento das cidades

Autores

  • José Luis Romero Rincón Universidad Iberoamericana León

DOI:

https://doi.org/10.59057/iberoleon.20075316.20092812

Palavras-chave:

cidades, urbanismo, arquitetura, Neolítico, hermenêutica

Resumo

Este artigo examina as origens históricas das cidades a partir da evolução das primeiras formas de organização humana. Parte da família como núcleo social fundamental e explica como as necessidades de proteção, cooperação e sobrevivência deram origem a grupos consanguíneos, aldeias e assentamentos permanentes durante o período Neolítico. O autor analisa a transformação desses espaços em comunidades organizadas com estruturas políticas, religiosas e econômicas cada vez mais complexas, ilustrando esse processo por meio de exemplos como Çatal Hüyük, Skara Brae, Nippur, Mohenjo-Daro e as cidades da antiga Acádia. Defende que o desenvolvimento urbano respondeu não apenas a necessidades materiais, mas também a construções simbólicas e religiosas que integravam o habitat humano à ordem cósmica. Além disso, demonstra como a arquitetura, o traçado urbano, os jardins, as muralhas e os espaços cerimoniais refletiam uma cosmovisão compartilhada e uma organização social específica. Por fim, propõe uma leitura hermenêutica das cidades contemporâneas como herdeiras de formas, símbolos e significados construídos na Antiguidade, argumentando que o estudo conjunto da história e da arquitetura permite compreender a permanência do imaginário coletivo no desenho urbano e a continuidade dos princípios culturais que ainda orientam a organização do espaço e a identidade das sociedades humanas.

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Publicado

2009-08-03

Como Citar

Romero Rincón, J. L. (2009). O nascimento das cidades. Entretextos, 1(2), 1–5. https://doi.org/10.59057/iberoleon.20075316.20092812