As feiras de exposições como metáforas da cidade
DOI:
https://doi.org/10.59057/iberoleon.20075316.20092820Palavras-chave:
metáfora cognitiva, feiras comerciais, cidade, territorialidade, indústria calçadistaResumo
O artigo analisa as feiras de exposições como metáforas da cidade a partir da perspectiva teórica da metáfora cognitiva de Lakoff e Johnson. Com base na concepção das metáforas como estruturas que organizam as ações e os pensamentos, a autora estabelece uma relação entre a experiência da cidade e as feiras de exposições, concentrando-se especificamente na ANPIC e na SAPICA, eventos vinculados à indústria calçadista de León, Guanajuato. A análise identifica três dimensões compartilhadas por ambas as experiências: espaço, classe social e territorialidade. No âmbito espacial, a organização dos estandes, corredores, áreas de serviço e locais de convivência reproduz determinadas estruturas características das ruas e dos espaços urbanos. Quanto às classes sociais, as diferenças entre os empresários participantes manifestam-se por meio de práticas de consumo, internacionalização, design, relações sociais e formas de construção e utilização dos estandes. A territorialidade, por sua vez, permite analisar processos de apropriação, pertencimento, identidade e diferenciação dentro do espaço da feira. A cultura do calçado funciona como elemento articulador das representações sociais daqueles que participam desses encontros. O artigo conclui que a ANPIC e a SAPICA constituem microssociedades cujas dinâmicas podem ser interpretadas por meio da metáfora feira-cidade e propõe uma reflexão crítica sobre os esquemas sociais e culturais que organizam as práticas de consumo, intercâmbio e convivência.
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