O amor e o desamor pela cidade
Uma reflexão a partir dos imaginários urbanos
DOI:
https://doi.org/10.59057/iberoleon.20075316.20092832Palavras-chave:
imaginários urbanos, cidade, memória coletiva, identidade urbana, espaço vividoResumo
O artigo reflete sobre a cidade como espaço vivido e trama simbólica, a partir dos sentimentos de amor e desamor que ela pode despertar em seus habitantes e no imaginário coletivo. Nessa perspectiva, a cidade deixa de ser apenas um espaço físico e passa a constituir um objeto carregado de significados, memórias, desejos e emoções. O autor analisa a relação afetiva entre os cidadãos e seu entorno urbano, bem como a maneira pela qual as imagens da cidade podem gerar identificação, bem-estar, atração, rejeição ou desenraizamento. O desamor está associado a processos de destruição, fragmentação e transformação das estruturas urbanas, particularmente quando desaparecem edifícios, espaços e referências que fazem parte da memória coletiva. Em contraste, o amor pela cidade é construído por meio de imagens, experiências sensoriais, modos de vida e práticas culturais que favorecem a identificação do cidadão com seu entorno. Por fim, o artigo sustenta que a compreensão da realidade física e cultural da cidade requer a incorporação de suas dimensões simbólicas e afetivas aos estudos urbanos e a compreensão do urbanismo como uma tarefa comum vinculada à construção de uma identidade multidimensional.
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